segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

OUTONO EM NOVA YORK



Natureza morta também é arte!


Hoje estou outono, e sinto uma profunda dor ao precisar aceitar que por consequência da natureza preciso permanecer seca por um longo período de tempo.
Conversava um amigo via skype,  ele abriu a cortina e falou que lá as folhas já caíram quase em sua totalidade, senti o frio cortante do inverno com nostalgia, mas mesmo assim  senti uma certa satisfação ao lembrar que  desfrutei com prazer as oportunidades de sentar nos bancos do Central Park no outono para assistir o cair das folhas a cada nova rajada de vento. Bem como não deixar de me surpreender com a mudança do cenário quando ali voltava uma semana depois, adquirindo assim uma maior compreensão da necessidade de renovação que a vida tem.
Agora com mais uma etapa da vida foi cumprida, e encerrada uma época de maiores possibilidades sinto saudade de assistir outonos em Nova York, minha filha morava lá havia quase três anos.
Ela está comigo por esses dias mas logo partirá novamente, sendo agora para um outro País em busca de uma especialização em sua carreira profissional, me fazendo sentir novamente a dor da perda, são minhas folhas levadas pelo vento da vida.
Repito que hoje estou outono e fico a espera do meu inverno agora, cumprindo a missão de mãe e aprendendo a lidar melhor com as estações da vida.
Cecilia Meireles disse:
"Aprendi com a primavera a me deixar cortar. E a voltar sempre inteira."

2 comentários:

DYDHA LYRA disse...

MUITO BONITA ESSA CRÔNICA !
REVESTIDA DE SENTIMENTO E DOR.É PRECISO ESCURECER PARA SE VER MELHOR AS ESTRELAS!!!
SEMPRE!

culturaladob disse...

Muito bacana!!!