terça-feira, 26 de outubro de 2010

MINHA RECEITA DE PUDIM DE TAPIOCA


 

PUDIM DE TAPIOCA




INGREDIENTES

1 litro de leite
1 vidro peq. de leite de coco
1 lata de leite condensado
1 pacote de coco ralado
250g de farinha de tapioca
2 xícaras de água
2 xícaras de açúcar

MODO DE FAZER

Coloque a água e o açúcar numa panela e deixe dissolver o açúcar, acrescente o coco ralado e deixe ferver,
misture aos ingredientes, menos o leite condensado.
Deixe descançar um pouco para crescer mexendo uma vez ou outra.
Coloque em uma forma redonda de furo no meio, leve a geladeira de um dia para o outro, desenforme e derrame o leite condensado.

MUITO FÁCIL!

sábado, 23 de outubro de 2010

CRIANÇAS SAPECAS

                                            

                                    
                                                 EU ERA UMA MENINA ASSIM!
                                      
Quando começei  fugir e hoje minha fuga é matinal, faço o mesmo percurso da nossa casa para casa de vovó, só que agora depois que sobrevivo ao perigo da travessia da ponte e vejo a esquerda a casa de farinha, dou a volta pelo outro lado da lagoa para chegar na escola onde mamãe é a Professora, não estou indo a escola como uma aluna faz diariamente, mesmo porque ainda não estou em idade escolar, na verdade eu estou mesmo é tentando me proteger em baixo das asas de minha mãe como faço quase todos os dias, porque as vezes abria o berreiro e ela já me levava junto. Eu pequenina mais muito falante e simpática arrumava logo alguém que toma-se conta de mim enquanto a aula proceguia, aproveitando fato de está sempre na escola me interesso por aprender o be a ba, é, era assim que se soletrava na cartilha do ABC.
Quando mamãe se formou,  tendo como Professora sua irmã,  tia Quitéria (Teté) assumiu a cadeira de professora da Escola Municipal Coronel Feliciano Lyra. Construída por ele no sítio Bananeira. Então lá era seu trabalho em tempo integral.
A escola só tinha um cómodo, as séries eram separadas pelas fileiras de bancas que acomodavam dois alunos, assim juntos os alunos da Cartilha do ABC, Pré-Primário, e da primeira a quarta séries assistiam as aulas ao mesmo tempo e também tinha aulas de Catecismo,  exigência de vovó que por ser muito religiosa e ter em casa um santuário que ficava num comodo da casa reservado para as orações, onde além dos terços rezados todas as noites, era marco de início de todas as novenas que depois seguiam em procissão e em dias festivos Padres celebravram  missas, casavam, batizavam e uma vez por ano davam aos principiantes a primeira comunhão.
No final do ano o Prefeito e outras autoridades vinha para a festa de formatura da escola, evento celebrado com muito orgulho por vovó que preparava um verdadeiro banquete.
Os alunos em fila do menor para o maior, cantavam o Hino Nacional  e a  Bandeira do Brasil era hasteada. Vovó fazia questão  que fossem cumpridas todas as formalidades, após as festas a Bandeira do Brasil era devidamente dobrada e guardada a sete chaves, como uma relíquia. Quando ficava muito velha ela mandava levar para o quartel do tiro de Guerra para ensinarar. Se hoje estivesse viva, certamente diria: Ninguem mais respeita a Bandeira do Brasil.
E eu devido ao fato de já saber ler e escrever, fiz exame final naquele ano e recebi meu diploma. ( Tem uma foto na casa de mamãe, com a turma de formandos naquele ano, e eu na frente, chorando, uniformizada com uma saia plissada azul marinho, uma blusa branca com o emblema da escola no bolso esquerdo e o diploma todo desenrolado nas mãos, eu chorava porque o canudo de papel estava  em branco, amarrado num laço de fita, e eu tinha a curiosidade de saber o que era um diploma, algo deveria estar escrito ali , eu acabara de aprender a ler!!).
Na época das férias, quase todos os primos vinham para sítio bananeira, chegavam antes do dia de Santo António, 12 de Junho, quando se acendia a primeira fogueira ainda um pouco tímida. 24 de Junho dia de São João, todos vestidos com suas melhores roupas (Essa história de que matuto se traveste no São João é mito), a fogueira enorme, o terreiro enfeitado, as comidas típicas dispostas nas mesas, o sanfoneiro tocando, nós soltando fogos de artificio, assando milho, dançando.Um deleite para todos, mas logo chegava o dia 28 Junho dia de São Pedro dia do encerramento dos festejos.
Acabada a festança a criançada iniciavam suas aventuras infantis, era uma época divertida mas ao mesmo tempo difícil para mim..Eu era chorona, gorda e manhosa e pelo que me falam hoje devo ter nascido com intolerância a lactose porque sempre passava mal depois de comer e sempre estava com dor de barriga, razão pela qual fazia de mim uma criança chata e como estava sempre indisposta, caia com facilidade, não era ágil para subir nas árvores e se subisse não acertava descer, não corria rápido atrapalhando assim as brincadeiras,  não era bem vinda nas traquinagens das crianças maiores. É claro que logo ganhei o apelido de rata cabeluda. E é claro que eu chorava e mais claro ainda que o apelido pegou.
Naturalmente eu preferia a companhia dos adultos e só participava das brincadeiras assistidas, como nas noites de lua cheia, após o rezar o terço, os adultos sentavam no alpendre tendo um mundo de estrelas no céu e por causa da lua o terreiro ficava um pouco claro, e nós, brincávamos  de seu Rei mandou dizer, passar o anel e brincadeira de roda, nossa! Eram tantas as cantigas  de roda, ainda lembro de quase todas  que com suas letras compridas e gestuais eram quase teatrais. Como por exemplo:
Fui à  Espanha buscar meu, Pai Francisco entrou na roda, Vim de Tororó beber água e não achei, O cravo brigou com a rosa, Samba Lelê tá doente e até atirei o pau no gato. Formávamos uma roda enorme, porque além de nós e nossas primas, vinham as meninas e Ivo ( Margarida, Netinha e Tel). As meninas de Pedro Candeia...As meninas de Maria de Geda que já não eram tão meninas assim, mas estavam sempre conosco, meio que cuidando mas brincando também.
 Não posso deixar de falar de Birro, ele foi adotado por vovó, é especial, como falamos hoje. Então ele também queria brincar e adorava correr atraz das meninas na hora do pega pega ou brincadeira de bobo, era mestre em botar uns apelidos nada a ver como: Rabo de imbira, pé de espeto, galo do mar, galinha do mar, fogo corredor e assim por diante. Detalhe! Ele era meu padrinho. Como não gostava de tomar banho mamãe disse que se ele ficasse sempre cheiroso poderia ser meu padrinho, ele ficou tão feliz, mas até hoje eu tenho que levar ou mandar caixas de sabonete pra ele.
Depois que acabavam as brincadeiras, íamos todos para o quarto de Mãe Nem para ouvir histórias de Trancoso, ela tinha um repertório próprio e enorme,  atendia a todos os pedidos. Seu nome era Ilodí e tio Ulino, (Severino) também adotado só que na mesma época que tio João nasceu, por isso a tomou  como mãe e não conseguindo falar seu nome à chama de Mãe Nem. E tio João por também não conseguir falar Severino o chamava de Ulino.
Era uma prática muito comum naquela época o irmão mais novo apelidar o seguinte, hoje os apelidos são apenas as duas primeiras letras do nome, eu por exemplo hoje sou Rô ou melhor Tia Rô, porque antes eu era Lala. Muitas pessoas la em Alagoas ainda hoje me chamam assim.
Era Mãe Nem também que durante as manhãs nos acompanhava nas pescarias, cada neto tinha sua vara de pescar e nas férias a lagoas ficava repleta de pescadores. Eu não gostava, tinha nojo das minhocas e medo dos peixes, os meninos sabiam e quando algum fisgava sua isca, eles viram em minha direção aquele peixes se contorcendo freneticamente para se soltar do anzol e eu corria chorando, arrumando assim um pretexto para sair dali, preferindo cuidar do jardim com Vovó.
Depois do almoço os adultos faziam a sesta e as crianças aproveitavam e fugiam para subir rio acima, numa aventura sem igual, hora a água estava mais rasa assim na altura do pescoço, hora mais funda a ponto de cobrir que tentasse tomar pé, assim hora nadando hora caminhando, seguiam rio acima, passando por nossa casa, a de Maria de Geda, e a parada final era na casa de Maria de Ivo. Chagavam todos molhados e exaustos e Mariade Ivo que era a doçura em pessoa, fazia uma merenda que geralmente era pipoca ou um beijú grosso recheiado com coco, mas salgado e assado no forno da casa de farinha por Neco ou Ivo, que por esse motivo era um beijú enorme que ela servia com café com leite e depois mandava Margarida ou Zinho nos levar de volta. Só que agora iam pelos atalhos feitos na estrada para encurtar o caminho. Vale lembrar que só passei a participar destas aventuras um pouco mais tarde, ao contrário de meu irmão Marco que apesar de ser um ano mais novo que eu ia na frente encabeçando a comitiva. Ele era de tão danado,  corajoso e ligeiro,  que ganhou logo o apelido de Gato. Ele subia no topo das árvores, passava de árvore  para outra e ainda se balançava nós galhos, se era uma árvore frutífera, ele era escalado para colher aquelas frutas que ficavam nas pontas dos galhos e que para nós que estamos de fora era mais fácil de ver, se ele caísse não se machucava devido a sua agilidade de gato. Detalhe! Marcelo o chamava de Dato e Chamava Márcio seu irmão gêmio de Dudui.
Hoje nós o chamamos de Marquinho, ele é o irmão mais prestativo, mas animado nas festas, mais dançador. Além de recitar com muita graça e originalidade umas poesias matutas, que pretendo qualquer dia postar pelo menos uma aqui, vocês vão morrer de rir.
E assim aos poucos vocês vão conhecendo minha família ( Os meninos de Armando) como falam nossos parentes,  que dão mais vida e animação nas festas de família. Característica de todo bom Nordestino.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

MINHA RECEITA DE PAELLA DE FRUTOS DO MAR

Parabéns para Raffaela! Parabéns!!!

Lelinha é seu aniversário e tia Rô atendendo seu pedido, passou a receita da famosa Paella de frutos do mar com um toque Nordestino. A receita é minha mas Raffaela e Eliane fizeram bonito!

                                               PAELLA DE FRUTOS DO MAR



INGREDIENTES:

500 ml de Azeite Extra Virgem
05 cebolas, sendo 03 grandes e duas pequenas
08 dentes de alho grandes
03 pimentões sendo um verde, um amarelo e um vermelho.
200g de ervilhas fresca congeladas
05 xícaras de arroz
03 colheres de sopa de açafrão
02 vidros pequenos de leite de coco
02 tabletes de caldo de camarão
300g de mexilhões na concha
600g de polvo
600g de lula em anéis
600g de camarões grandes tipo vila franca com casca
600g de camarões médios do tipo barba roxa  descascados
1 kg de sururu, a versão pequena do mexilhão encontrada no Nordeste. (Pode ser substituído por 300g de mexilhões sem concha).
Sal, pimenta e cheiro verde a gosto

DICAS QUE FAZEM TODA DIFERENÇA

Limpe os camarões grandes, corte a cabeça na altura dos olhos, tempere com sal, alho e azeite.
Limpe e descasque os camarões barba roxa, tempere e reserve.
O polvo e a lula devem ser cozidos em panela de pressão por 30 minutos com um tablete de caldo de camarão e uma cebola peq. cortada ao meio. cozinhe separado senão a lula fica da cor de polvo.
corte o polvo em pedaços de 2 cm e a lula em anéis. Reserve os caldos para o cozimento.
O sururu deve ser limpo e passado em água fervente, tempere com sal e alho
Para o preparo, frite no azeite a cebola e 2 dentes de alho com uma pitada de colorau ou páprica picante, junte o sururu e  mexa até ferver, coloque um pedaço de pimentão verde, um ramo pequeno de cheiro verde e o leite de coco, ferveu novamente está pronto. Reserve.
Coloque os mexilhões em uma panela tampada cozinhe em fogo baixo até as conchas abrirem as que permanecerem fechadas descarte.

MONTAGEM

Para montar esta receita você vai precisar de uma paelleira média e aproximadamente 10 xícaras de caldo, o dobro da quantidade de arroz.
Coloque azeite que cubra todo fundo da paelleira
Frite a cebola cortadinha e o alho, não deixe dourar, coloque o açafrão e o arroz frite mais um pouco, junte os camarões barba roxa e mexa até eles mudarem de cor, adicione um pouco de caldo e mexa bem, mais um pouco de caldo e junte o polvo, a lula, o sururu, a ervilha e metade dos pimentões (reserve a outra metade para decorar). Mas um pouco de caldo e mexa devagar até o arroz ficar cozido. Baixe bem o fogo
Decore com os mexilhões, os camarões grandes e tiras de pimentão, o cheiro verde para finalizar, desligue o fogo e deixe descansar por uns 15 minutos.


Capriche na mesa como Raffaela. Vejam como as taças coloridas deram: UM TOQUE FINAL
E para acompanhar um vinho SAUVIGNON BLANC - Chileno - Minha sugestão: TIERRA ANTICA.

domingo, 17 de outubro de 2010

ESTES LIVROS!

Socorrinho!
Estes livros foram parar na página de fundo do meu blog sem pretensão, mas adivinho sua pergunta.
Eles lembram a pequena biblioteca de vovô Severino.

Meu avô era um intelectual, com um porte de galã.  Alto, forte, feições finas, mãos macias, cheiroso, sempre muito bem barbeado. Vale ressaltar que ele se barbeava duas vezes ao dia.
Vestido impecavelmente em um terno de puro linho branco, colarinho sempre abotoado, mesmo nos dias de calor e para finalizar um belo chapéu de Panamá.
Era Pernambucano, conheceu vovó Noemi na Usina Serra Grande, situada no Município de São José da Lage/AL.
Vovó Noemi é filha do Coronel Feliciano Lyra, um dos donos da Usina Serra Grande, que fora fundada por ele e seus irmãos.
Enfim casados tiveram quatro filhos, meu pai o filho mais velho,e eu mais uma das netas queridas dele.
Vovô Severino era muito educado. Calado, nas horas de folga, estava sempre lendo ou fazendo palavras cruzadas sentado em sua espreguiçadeira preta de couro na biblioteca.
Eu tenho na memória nossas aventuras, com ele andei de trem pela primeira vez. Ele vinha sempre me buscar para passar uns poucos dias das férias em Garanhuns/PE, onde morava e onde mora vovó Noemi até hoje aos 101 anos de idade.
Garanhuns para quem não conhece é uma cidade que fica localizada no agreste de Pernambucano,
diga-se de passagem uma linda cidade de clima é frio, a temperatura mínima beira os 13 graus. Por esse motivo a uns 60 anos atrás ficou conhecida como a Suíça Brasileira.

Ela realmente tem seus encantos, na entrada da cidade logo uma mostra de sua beleza presente nos canteiros e monumentos que de tão bem cuidados mas parece uma miragem para que está em viagem
por uma região de pedras, areia solta e muita macambira. Além de bodes e cabras.
  
                   

A atracão principal sempre foi um lindo relógio de flores  da avenida principal, além de um canteiro central de  flores de vários tipos e cores. Vejam o relógio que funciona até hoje, embora em minhas memórias de criança  já fora mais bonito.

Tendo outras atrações turísticas como o Parque dos Eucaliptos que perfuma toda Cidade e o  luxuoso e requintado Hotel Tavares Correia, antigo Sanatório, antes utilizado como uma estância de repouso onde as pessoas procuravam tratamento do que chamavam na época de estafa, a depressão dos tempos moderno. Além de doenças respiratórias.
Bem próximo do hotel o Parque Euclides Dourado, palco dos famosos Festivais de Inverno que conta até hoje com presença de artista renomados.
E foi com vovô Severino que conheci tudo isso naquela época, ele sempre reservava uma tarde para passearmos pela Cidade. Além de suas belezas naturais, Garanhuns tinha um comércio desenvolvido já naquela época,  em nossos passeios de lotação (Eu, como toda criança, adorava andar de lotação) descíamos até o comercio para ver a Ferreira Costa, Pérola jóias, S Morais, A  Flores de Abril e a Livraria Gouveia de propriedade de Manuelzinho Gouveia, casado com Titia Ivete, irmã de papai e minha Madrinha.
Ela já era uma Executiva naquela época e uma das mulheres mais bonitas e elegantes que conheci. Passávamos na porta do Banco onde ela trabalhava e dávamos tchauzinho, eu saltitante e tagarela, ele se baixava e falava baixinho: Vamos bonequinha falante, vai começar esfriar.
Mas não íamos antes de tomar lanche em uma das várias padarias localizadas na avenida de baixo, onde no final ficava o Parque Pau Pombo. Depois que ele comprava uns biscoitos doces deliciosos e que só se faz lá até hoje.Voltávamos a casa amarela onde eles moravam que tinha um portão de ferro que dava passagem para o jardim, com flores diferentes para mim naquela época, como hortênsias, gerberas, violetas, orquídeas e rosas com pétalas dobradas e aveludadas de várias cores.
Tinha cigarra na porta e vovó só depois de dar  umaespiada atravez do vasculhante, podia abrir.
Na sala um jogo de sofá de couro preto com pés em metal super retro, um abajur de pé com cones coloridos e com furinhos por onde passava a luz dando um efeito lindo, uma tela com duas baianas pintada por titia Ivete. Na outra sala uma mesa redonda de uma fórmica rajadinha com cadeiras alcochoadas que fazia conjunto com um bufê. (Substituto da cristaleira) coisa moderna...
No fundo da sala na frente da cortina a televisão, a primeira que eu vi e que ficava dentro de um móvel de verniz com uma porta sanfonada, com duas caixas de som laterais e pés um pouco altos.
A direita abaixo da janela que abrigava uma família de elefantes de louça frisados de dourado arrumados do maior para o menor com as bundas viradas para a porta de entrada para dar sorte. Lá na casa de mamãe também tem um conjunto desse.
O tal bufê com portas de correr com vidro que acomodava a prataria, um jogo completo de taças e copos de cristal, além de conjuntos de jarras de suco com copos,  travessa de sobremesa com taças e muitas doceiras, compoteiras e licoreiras.
Tudo isso era  novidade para mim, principalmente porque a forma como eles eram dispostos era diferente, encantadora. Acho que herdei dela o dom de decoradora de ambientes.
Na estante junto aos livros de vovô, o telefone preto enorme com disco e muito pesado.
Na cozinha toda rodeada de balcão com janelas de vidro ao fundo, a geladeira (frigidaire) enorme com um puxador de porta em forma de alavanca e um pedal que eu utilizava para abrir porque ainda não alcançava, e o fogão já à gaz (cosmopolita) branco em Ágata com botões em formato de um avião, sendo o do duplo forno vermelho. (Tinha um forno e uma estufa)
Como posso deixar de lembrar vocês que estamos falando dos anos 60. E eu estava vendo quase tudo aquilo pela primeira vez! Não tenho outro registro da casa deles em minhas memórias de uma criança com 6 anos de idade. Era tudo muito fascinante e mágico. Um banho de civilização. Onde nós morávamos ainda não tinha luz elétrica, muito menos antena de repetição para televisão.
Agora passamos da cozinha para segunda sala de jantar que  era usada pelas crianças e vamos ao quintal, logo na saída a esquerda tinha uma estufa onde vovó fazia os enxertos e plantava as mudas daquelas plantas exóticas e esquisitas para mim. Ela seguia dizendo: Essa é renda portuguesa, essa canela de veado, essa antúrio, essa costela de Adão, essa copo de leite e por aí em diante.
Depois da caixa d'água instalada numa estrutura alta de madeira, um enorme pé de abacate com frutos gigantes, mas vovô não nos deixava ficar em baixo. Hoje sei que se um fruto daquele tamanho caísse na cabeça de uma criança, matava. Sem exageros!
E quando virávamos para o lado direito da calçada: O parreiral! Pelo fato do clima ajudar, vovó plantava uvas no quintal, outra novidade para nós, podíamos alcançar alguns poucos cachos se ficássemos na ponta do pé.  Depois do pé de goiaba, uma pequena horta, mais jardim no corredor dos fundos e em frente a garagem e a oficina de vovô, onde eu passava as manhãs, ajudando e conversando com ele enquanto Guida arrumava a casa e vovó fazia o almoço, ela cozinhava muito bem, desde os pratos mais finos e bem elaborados, ao simples feijão com arroz, todos tecem elogios a comida dela até hoje. Sem falar que nunca comi um picles melhor que o dela. E o pastel de carne! A tapioca quentinha no café da manhã, além de bolos, biscoitos e geleias caseiras. Hummm!
A tarde eu tinha aula de crôche e bordado em ponto de cruz com vovó, ela fazendo colchas e mais colchas, toalhas de banquete,  jogos de centro e caminhos de mesa belíssimos! Mas sempre desviando o olhar para meu trabalho, tirando minhas dúvidas e me ensinando os ponto básicos.
Logo anoitecia e íamos fazer o jantar, eu em cima de um banco ajudando, vovó sempre de calça comprida, sapatilhas de tecido por causa do frio, andando rapidinho de um lado para o outro cantarolando: "eu vou pra maracangalha"" de Dorival Cayme.
Depois do jantar eu assistia um pouco de televisão e na hora de dormir! Tenho que confessar, eu era muito medrosa na infância e  chorava a noite com medo de dormir sozinha. Rs.
Os poucos dias que eu passava lá voavam, e vovô se aventurava novamente em uma dura viagem que levava um dia inteiro para fazer um percurso de 70km, metade de carro e outra metade trem com baldeação, só para me levar de volta. E eram estes nossos momentos de cumplicidade, conversávamos a viagem inteira, ele falava baixinho quase sussurrando, mas eu absorvia cada palavra que ele dizia e como toda criança, seguia quase todos os seus conselhos, eram para mim momentos mágicos, momentos que preservam sua presença comigo até hoje.
Cumplicidade que sempre me remete ao nosso passado, como a escolha da pagina de fundo do Blog
com seus livros e dos elogios recebidos dos meus leitores por escrever verdadeiramente, fazendo com que, quem conviveu com tudo isso naquela época volte literalmente ao passado. Fruto do habito a leitura a mim passado por ele. Creio eu. Entre outras coisas, que saberemos na hora certa. Afinal  de contas esta viagem está apenas começando.

Agradeço aos leitores e seguidores que me ligam ou mandam e-mails dizendo: Você esqueceu de falar de fulano, você não falou de tal coisa. Isso é maravilhoso tem me ajudado bastante.
Creio que diante disso posso fazer um pedido:
Aqueles que me acompanham se cadastrem como seguidores.
Os pedidos de receitas, sugestões e elogios são muito bem vindos,mas façam atravez do link para comentários porque as vezes recebo um telefonema no meio do trabalho e esqueço, os dos e-mails, não estou dando conta.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

MINHA RECEITA DE BOLO-DE-ROLO

Querida amiga Priscila Nalin!




O sucesso do meu bolo-de-rolo, a receita original que vovó Noemi trouxe em seu livro de receitas feito no Colégio interno onde foi educada em Pernambuco berço do famoso bolo-de-rolo.

                                                         
                                                           BOLO-DE-ROLO



INGREDIENTES:
                                                                             
250g de açúcar                                                        
250g de manteiga
5 ovo
250g  farinha de trigo                                                                                                                 
250g de goiabada derretida em água.


MODO DE PREPARAR

Bata bem o açúcar com a manteiga, adicione as gemas uma a uma. Depois junte as claras em neve.
Acrescente a farinha de trigo peneirando e misturando delicadamente.

Divida a massa em cinco porções iguais e asse em assadeiras untadas e polvilhadas.
Vire em um pano de prato polvilhado de açúcar, recheie com a goiabada e enrole ainda quente. Repita o mesmo processo até a última camada. 

MINHA SUGESTÃO

Em dias de festa, sirva com sorvete de goiaba e um bom vinho frisante rosé.
Disponha um pouco de sorvete goiabada em uma taça, uma fatia fina de bolo-de-rolo, uma bela bola de sorvete de goiaba e mais um pouco da calda, que agora deve estar quente.

PS. O sorvete de goiaba não é muito comum mas você encontra na Bella Paulista, para não correr risco, encomende com um pouco antecedência.












terça-feira, 12 de outubro de 2010

TRAVESSURAS DE UMA MENINA LEVADA DA BRECA

Sempre que se aproximava o São João era o mesmo alvoroço, mamãe  aproveitava as poucas horas de folga para fazer nossos vestidos de festa a casa se transformava num atilié em meio as popelines estampadas, cambraia bordada e zebrinha, fustão, rendas, sianinhas, fitas, entremeio, bicos bordado, franzidos, babados,  viés, saietas e  muitas mulheres envolvidas. E eu aproveitava para fugir de casa,  para desespero todos,
O que me levada a fazer isso, curiosidade! O que me fascinava eram os preparativos dos comes e bebes da festa. Morávamos no sítio bananeira do outro lado rio, fazer aquele trajeto até a casa de Vovó Lica sozinha aos 5 anos de idade só era possível atravez de uma travessura infantil.
Ao sair de casa descia uma pequena ladeira, estreita com sulcos feitos pela força das águas da chuva,  logo adiante uns pés de mandacaru que floresciam, mas a beleza total de suas flores não era possível de  ser vista  por causa de uma enorme cerca de aveloz.
Na margem do lado de cá do rio um corredor de árvores, imensas para o meu tamanho a meu ver quase uma floresta. Ficava um pouco ali admirando as cores reproduzidas pelos raios de sol que refletindo das pequenas fendas das copas das árvores, ouvindo todos os sons ali reproduzidos. O canto dos passaros, canto das cigarras,  o zumbido que as asas dos zigue zigue e beija flor  faziam num bailado frenético, o silencioso e quase imperceptível som das águas límpidas do rio que seguia seu curso natural mas sem pressa, o som dos meus passos sobre as folhas caídas, o correr rápido de pequenos e assustados calangos, preás  algumas tanajuras e muitas saúvas que em meio ao seu trabalhos disciplinado faziam sua pequena contribuição na combinação dos sons.
Atravessava o ponte feita de um enorme tronco de madeira com o coração disparado, pé anti pé sem alcançar o corrimão, será que eu confiava no leito do rio para amortecer uma possível queda, apesar dele não ser muito raso. Por certo não, pois tinha outro objetivo naquele momento que me fazia respirar fundo enfrentar o medo e olhar para frente, focada na beleza exótica dos frutos do pé de ariticum.
Enfim travessia cumprida, meu olhar se desviava  agora para a descida de acesso a outra margem do rio, a parte mais rasa, palco de tantos de brincadeiras seguidas de risos e gritos da garotada jogando água umas nas outras, rodopiando com os braços esticados e a água ao correr entre os dedos fazendo um efeito que chamávamos de vestido de noiva.(A brincadeira era assim: Rodava falando, quando eu casar meu vestido vai ser assim, jogava aguá pra cima com as duas mãos , meu véu vai ser assim, batia bem rápido e bem forte na flor da água falando, meu buquê vai ser assim.)  Eram só inocentes brincadeiras de meninas, mas não era permitido entrar no rio sem a presença de um adulto. Por isso depois do inevitável banho, sentávamos  ao sol para nos secar, mas criança não tem muita preocupação em deixar pistas da prova do crime:  Que neste caso eram os cabelos de imbira.
Portanto sentada numa pedra enorme na beira do rio voltava a realidade e admirava a plantação de café. Logo minha atenção se desviava ao ouvir o to fraco, to  franco, to fraco das galinhas pedrex, , o gulu, gulu dos perus de roda, o cocoricó das galinhas com seus pintinho que como eram muitos faziam um piado quase ensurdecedor, mas engradado.
Um pouco mais acima a casa de farinha, o pé de manga São Pedro, a lagoa rodeada de ninhos de patos e gansos, fervilhando de peixes que saltitavam, creio eu que em busca de comida, o pé  de limão doce com frutos enormes, da família da laranja da terra da qual se faz o doce cristalizado da entrecasca e logo em frente o jardim! O jardim que surgia numa explosão de cores e formatos das mais diversas flores que se pode imaginar, exalando seus perfumes que se misturavam  a outros aromas vindos dos cortiços de mel de abelha e do polén das flores soltos ao vento por abelhas e borboletas multi coloridas, mas na grande maioria pequenas e amarelas.
Um pouco acima o pé de coité, logo atrás dois coqueiros e mais  adiante uma enorme plantação de bananeiras.
No alpendre sentado num banco azul , Vovô. Que  me parecia estar sempre lá de braços abertos esperando por mim. Agora desconfio que ele sabia exatamente a hora das minhas fugas. Porque aquele abraço queria dizer: Pronto eu estou aqui!
Engraçado como eu sempre gostei mais de estar com adultos, então vovô Zu me pegava pela mão e  agora seguíamos juntos. Atrás da casa ficava a horta da qual já falei aqui, o curral, o chiqueiro de porcos,a pedra mó de transformar milho em xerem, a casinha de torrar café que  também era usada para secar folhas de fumo, os três pés de azeitonas (brincos de viúva) dos quais além de comer os frutos, usamos as sombras na hora de pescar. O pé de pitomba, um enorme pé de cajá e finalmente a porta lateral que dava acesso ao salão. Onde tinha uma mesa enorme com dois bancos laterais inteiriço, mesa essa que vovó trouxe do Engenho Sapucaia, depois que minha  Bisavó Dona Fina morreu. Para se ter dimensão do que era ser grande em um engenho, vovó mandou cortar um metro de extremidade da mesa para caber no salão e que após a chegada bisnetos, passou a ser a mesa da sala de jantar e ainda dispunha de mais de vinte lugares.
O salão era ao lado cozinha e onde eram feitas as comidas das grandes festa e o São João era uma delas, ainda do lado de fora me assusto com o barulho de um feixe de pés de milho que Zefão jogou. Vovô tirava as espigas, selecionava, fazias as copas e entregava para a mulherada preparar as pamonhas, a canjica que aqui se chama curau e o milho cozido.
Vovó se ocupava de fazer as massas das broas, biscoitos de nata, amanteigados, sequilhos e tarecos, mas atribuía as mocinhas a tarefa de enrolar, cortar, assar e rechear. Mas tinha que caprichar para serem todos iguais! Em dupla com Dona Nina de Seu Osmar preparava os bolos: De milho, pé de moleque, massa puba. As brevidades e queijadinhas.  As compotas de goiaba, caju, os doces de corte, o tradicional doce de banana de rodinha e o famoso doce de mamão verde com côco. Eram feitos com atencedência, de acordo com safra das frutas e guardados na dispensa junto os licores e queijos feitos em casa.
Isso sem falar nos assados e guisados e ensopados que tia Loló e mãe Nem ajudavam preparar, mas sempre aos olhos de vovó.
Como eu adorava! Era tudo tão mágico, ver os ingredientes se transformarem em belíssimos e deliciosos pratos. Os biscoitos e bolos eram os meus preferidos porque eram mais elaborados, decorados, aromatizados.
Interessante eu voltar no tempo e descobrir de onde veio minha paixão pela culinária.

PS. Fiz questão de conservar os termos Nordestinos para dar mais originalidade. Como dizia impolgado meu amigo e escritor Alagoano Artur Justo. - Menina, escreva suas memórias do jeito que aqui se fala! Isso é resgate da Cultura Regional Nordestina.

domingo, 10 de outubro de 2010

MINHA RECEITA DE PÃO-DE-LÓ


MARI, SAUDADE A GENTE MATA COM SABORES, AROMAS E BOAS LEMBRANÇAS.
OS ÓCULOS SÃO RAY BAN ORIGINAL. SUPER ATUAL.
Você com 02 aninho!!
TE AMO, BEIJOS!                                                    
MAMÃE. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        
                                                                                                                                                 
BABY MARI
                                               
                                                                                                                
 PÃO-DE-LÓ


Ligue o forno (Não esqueça este detalhe sempre que for fazer um bolo)

8 ovos
8 colheres de sopa de açúcar refinado
8 colheres de sopa de água
6 colheres de sopa de farinha de trigo
8 colheres de sopa de chocolate em pó

Bata as claras em neve bem firme, com a batedeira ligada coloque 4 colheres de sopa de açúcar uma a uma e bata até ficar bem firme
Bata as gemas com 4 colheres de açúcar até ficar bem claro
Dissolva as 8 colheres  de chololate com as 8 colheres água

Misture todos os ingredientes suavemente, divida a massa em duas assadeiras untadas e polvilhadas para que fique bem fina.

Asse em forno pré aquecido até soltar dos lados ( é importante que fique bem assado) desenforme em uma base, sobre um pano de prato umido e polvilhado de açúcar.

RECHEIO E COBERTURA

Faça um beijinho de cocô: 1 lata de leite condensado, 1 pacote de côco ralado, uma colher de café de essência de baunilha
Leve ao fogo baixo mexendo sempre, desligue quando começar soltar do fundo da panela
Coloque metade sobre a primeira massa e enrrole ainda quente, una as bases colondo com a outra metade e enrrole novamente use o pano de prato como apoio,vire para que a emenda fique por baixo, corte as duas extremidades.

Faça um brigadeiro mole: 1 lata de leite condensado, 8 colheres de sopa de chololate, deixe esfriar um pouco e cubra o bolo já recheado, decore a gosto.
Você gostava de enfeitar com jujubas ou cofetes coloridos, chocolate granulado que nós mesmas usavamos anilina para colorir. Como era divertido!


COBERTURA DE CHANTILLY COM RECHEIO DE MORANGO E ABACAXI

Para o chantilly: 500gm de creme de leite fresco e bem gelado , 2 colheres de sopa de açúcar refinado, uma colher de cafá de essência de baunilha.

Para o recheio: Uma caixa média de morangos lavados e cortados (reserve os mais bonitos para decorar), meio abacaxi cortado em pedaços bem pequenos, deixe marinar por duas horas com 1 colher de sopa de açúcar de confeiteiro e uma dose de cointreau.


PS. Quando a massa não levar chocolate, colocar 8 colheres de farinha ao invés de 6. 
A massa branca fica muito boa com recheiro de doce de leite ou leite condensado com nozes.
                                                           
                                                               


GIRL MARI

PACIÊNCIA PARA ENRROLAR E CRIATIVIDADE PARA DECORAR. BEIJOS!  MAMÃE. 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A HORTA

  
Horta de Vovó Lica
                                                     

                                                                                                

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HOJE MINHAS MEMÓRIAS ME REMETEM AO SÍTIO BANANEIRA, NA HORTA DE VOVÓ LICA.

Era quase um decreto: Crianças não entram na horta, que tinha uma cerca bem alta e fechada com cadeado.
Mas acompanhada da vovó e uma por vez era permitido.
Quando era minha vez! Ficava tão feliz, era como se estivesse no paraíso. Ela nos fazia olhar onde pisávamos para não correr o risco assassinar nenhum broto ou rama. Logo na entrada do lado direito tinha um pé de Pitanga, com frutos grandes(maiores do que vemos hoje) vermelhos e muito doces e não tinha como fugir de uma espiadela. Do lado esquerdo ficavam os legumes e verduras que ela organizava com muita arte, a diversidade de cores das folhas e frutos era imensa. Porque apesar daquelas mais conhecidas como abóbora, maxixe e quiabo, tinha as exóticas para aquela época, que ela trazia em muda ou semente de São Paulo ou Paraná.
Era como tour completo com aquela guia que mais parecia uma maga, como podia uma pessoa ser tão sábia sem sequer ser alfabetizada. Isso mesmo, na geração dela mulher não podia estudar.

ONDE TUDO COMEÇOU

Além de saber tudo a respeito de ervas, emprastos,chás, remédios caseiros. Ela lidava conosco com muita psicologia. Em sua dispensa tinha um espaço para uma coleção de panelas de barro em miniatura que com ingredientes da horta, um fogo em trempe e muita falta de experiência, fazíamos nossas primeiras receitas. Que diga-se de passagem, ficavam muito sem graça, verdadeiras gorogobas. Se não exagerávamos no sal ou na água, deixávamos quase queimar (Esturrar) como se fala no Nordeste.
Mesa posta  na sombra de uma Árvore, sentadas em toras de madeiras, anunciávamos com entusiasmo! Está na mesa. E do topo de sua sabedoria e amor incondicional, Vovô ZU vinha comer conosco, fazia aquela expressão de huuum, está uma delícia.
Lembro que com sete anos quando mudamos para Cidade de São José da Lage/AL, ainda tinha minhas panelas e brincava muito de "cozinhado" - Que na realidade era apenas um ensaio para as próximas férias que empreterivelmente passavamos em Bananeira, no inverno torciamos para rio encher, levar as pontes e nos deixar de férias mais uns dias.
Logo depois mamãe criou uma regra lá em casa que durou alguns anos, que consistia em cada filha ser responsável por fazer o almoço durante uma semana e entre os erros e acertos e muita vontade de fazer bonito, me fez aprender cozinhar de verdade. Foi o meu laboratório e o calvário de Noemi.

COMO DIZ MINHA MÃE, HERDEI A MÃO DE COZINHEIRA DE DONA LICA

Virei mesmo uma cozinheira de mão cheia! Mas ainda não cheguei nem aos pés dela, mesmo porque hoje as receitas são outras e sem horta, pomar, fogão a lenha, Tachos de cobre, panelas de barro e principalmente uma logoa com muitos de peixes e patos e um terreiro de galinhas. Fica quase impossível.
Agora tenho meu estilo, não muito obediente as receitas na quesito quantidades e medidas, sigo minha intuição e muita criatividade. No final da tudo certo.

AFINAL DE CONTAS, COZINHAR É UMA ARTE.

sábado, 2 de outubro de 2010

ARTE

Encontrei hoje com um seguidor do meu Blog e ele falou: Muito boa sua postagem de ontem, mas poxa vida! você é uma artista e devia continuar pintando!
Mas tenho pintado telas lindas respondi, e ele disse: Faça uma postagem mostrando algumas de suas telas, as pessoas precisam ver seu trabalho. Aquela que você me deu de presente, está no meu escritório e recebe muitos elogios. Mesmo tendo um estilo ecléctico.
Vejam então uma pequena mostra:

Esta tela foi restaurada recentemente, é um meus dos primeiros trabalhos e foi feita para o meu filho Alvinho que na época queria uma banda.
Esta é minha versão de Músicos com Máscaras de Picasso, pertencente ao acervo IV,331 e 332. New York The museuum Guggeenheim. Quando visitei o Museu lá estava ela, ao vivo e em cores, fiquei apaixonada!
Devido ao fato de que mesmo se eu tivesse dinheiro não poderia comprar, fiz essa versão que muito me alegra. É complexa, instigante, ousada e ao tempo que passa a proposta do artista.


Já esta  modéstia a parte é uma criação totalmente minha, foi inspirada nos bailes de carnaval que passei na Lage, tão presentes em minhas lembranças. São Arlequim e Pierrot e a colombina logicamente sou eu.