sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CROTON





Caminhada matinal na praça, encantamento


Bem Brasileiro!

Diversidade em nuances.


Deslumbrante em detalhes.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

AMOR SEM IDADE





Longo e sinuoso caminho percorrendo, na curva
  perigosa dos quarenta e oito derrapei neste amor.
Que dor! Verdade tão final, sede tão vária.


Que dor! que pétala sensível e secreta me atormenta
e me provoca à síntese da flor em primavera
que não se sabe como é feita: amor


Meu inevitavel outono, nuance de cores, folhas secas.
O quebrar da semente.Que dor! o semear mudo e natural
 já não cabe em tanto gesto de colher e amar. 



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

TIETE DO CHICLETE


Imagem do camarote por Leo Azevedo

Era Carnaval de 2003, eu e minha irmã decidimos ir para Salvador, conhecer uma das festas mais famosa do Brasil.
Apesar de não gostar de multidão, mas considerando o fato de que existem festas imperdíveis e com a condição de ficarmos em um camarote por motivo de segurança aceitei o desafio. Assim sendo, comprados os abadás, toda logística que o evento merecia pronta,  pegamos o carro e fomos.
Fiquei em casa de uma amiga querida e encontramos com vários amigos na pipoca do circuito Barra/ Ondina no sábado, formando assim uma grande turma, o que a meu ver é indispensável numa festa assim.
O único imprevisto foi uma séria briga de casal,  ele já era nosso amigo mas a namorada era aquele tipo ciumenta temperamental e obstinada, sempre descontrolada e agressiva, no calor das discussões falava, eu acabo com você! - Fui ficando com medo, principalmente quando ele me escolhia para Cristo e desatinava a desabafar. Gerando um clima de tesão entre todos.
Não sabemos como mas ela nos encontrou em meio a multidão naquela última noite no camarote que como podem ver na foto acima tem estrutura enorme.
É lógico que sua presença ali sugeria problema e ficamos todos apreensivos, não demorou muito para a segurança ter que  convida-la a se retirar camarote. 
Juntando o fato de estar realmente stressada e saber que bala perdida é um coisa que existe numa festa dessa magnitide, eu já estava totalmente arrependida, mas não tinha como enfrentar a multidão sozinha. 
Houve um breve intervalo e as pessoas que estavam a nossa frente aproveitaram para fazer um lanche, me chamou a atenção uma criança brincando com as embalagens e fiquei imaginando porque não as teriam jogado no lixo.
Repentinamente todos correm para a mureta gritando desesperadamente, é o chiclete, é o chiclete!
Antes que podesse me aproximar para ver também, senti uma pressão forte em  minhas pernas e ao baixar os olhos vi o sangue escorrendo, minha irmã gritou o que foi isso? Alguém disse, um tiro! Eu gritei, meu Deus um tiro!!! - Foi um alvoroço, todos correram em minha direção e em fração de segundos estava erguida, totalmente confusa mas contando com a colaboração de todos, alguém ligou para a equipe médica do camarote, que junto ao corpo de bombeiros afastaram a multidão e me levaram para ambulância, colocando-me imediatamente soro e oxigênio, mas ao cortarem as pernas da calça que usava, eles não encontraram ferimento??
Como assim! E esse sangue todo? - Alguém perguntou se eu sentia dor e mexi o dedo indicador que não e imediatamente pensei, como não? - Só então lembrei de sempre ouvi falar que quando alguém leva um tiro sente apenas uma forte pressão e isso eu senti, mas será que não sentia dor depois? Eu não sentia...Achei que estava desacordada ou morta... entrei em pânico, meu coração desparou e senti um certo alívio mesmo sem saber ao certo se estava viva.
Nesse exato momento minha irmã que se encontrava obstruída pela multidão adentrou a ambulância  desesperada. Olhou para minhas pernas e não viu ferimento, olhou para o médico  e todos ficaram em silêncio, o médico resolveu cheirar aquelas gazes que eles pegam com uma pinça para limpar ferimentos. Olhou incrédulo para minha irmã e falou: Isso é ketchup!! - Ainda em estado de choque fomos nos movimentando lentamente, saímos daquele lugar muito constrangidas, sentamos juntos e ficamos tentando descobrir como tudo aquilo aconteceu, olhamos para o chão e escobrimos uma bisnaga de ketchup vazia e sem tampa bem próximo a um homem enorme que ao som de Chiclete com Banana pulava de um lado para o outro, na maior animação. É lógico que ele ao pular pisou na bisnaga  e a tampa seguida de todo ketchup, foram arremessados atingindo minhas pernas, mas a única coisa que me aconteceu foi machucado seguido por uma mancha roxa na canela.
O que eu perdi? - A calça, linda... branca com uma estampa floral, bem carnavalesca, e ver o Chiclete passar!! - Sou fã do Chiclete com Banana, melhor, sou uma tiete do Chiclete!
No dia seguinte acordamos cedo, afinal de contas eram oitocentos km para dirigir na volta pra casa, mas no café da manhã ao comentar o episódio, cada um com seus detalhes e versões diferentes, demos muitas e boas risadas.

PS. Tiete aqui no Brasil é um termo que substitui a expressão: Fã número um.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

UM PEDAÇO DO PARAÍSO

 

Nossa embarcação



Praia deserta



Onde o mar faz a curva

terça-feira, 16 de agosto de 2011

OBRA DE ARTE


 

Praia de Pajuçara



A pajuçara é contemporânea
em escala de cores ou paletas,
seus azuis difusos em pincéis, são apenas
 céu e mar para contemplar.

Suas jangadas, são obras de arte
 de artífices sem reconhecimento,
 seu ofício esculpir a matéria prima,
apenas para pescar.

Você tem estilo Pajuçara
em maré baixa és bucólica,
seu pôr do sol impressionísmo,
imortal quando se deixar fotografar.

Sua piscina natural é abstrata em marés,
aquário à céu aberto, peixes ornamentais,
acesso de jangada até anel de corais
cenário perfeito para mergulhar.

O verde de seus coqueirais ,
 praia com areias esculpidas pela brisa
mar calmo, seus arrecifes quebram mar,
águas prateadas mesmo sem luar.



(Rosário Lyra) 

sábado, 13 de agosto de 2011

LUA CHEIA


Imagem meramente ilustrativa



Que angustia é essa?
Ausente e só estou à luz da luar
que ontem sonhei ver no mar...

Cheia, não muito alta no céu,
linda em seu prateado brilho,
deprimida certamente não está.

Quisera ser lua ou estrela,
 não só para brilhar absoluta,
mas ser plena na solidão de amar.

(Rosário Lyra)







SAGUIM-DE-TUFO-BRANCO

Curioso
Camuflado
Desconfiado
Uma demonstração do homem em harmonia com a natureza, eles moram nessa mata preservada que fica atrás da casa, sempre que nos reunimos eles aparecem para delírio da garotada. Temos a preocupação de não alimentar e manter uma certa distância.
Famílias inteiras vêem sempre fazer uma apresentação, a sorte é que são muito rápidos e as crianças não conseguem chegar perto. Mas ficam eufóricos quando eles passam correndo em fila na mureta.
Mas são bem vindos! Eu adoro observar a forma como eles se comportam, ficam horas nos observando e aos poucos vão se aproximando, quando vemos estão no terraço, mas a qualquer movimento, somem mata a dentro.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ALMOÇO DE DOMINGO


Essa família  reunida  faz muita comida boa!


Pituzada

Fritada de siri


A Muqueca foi o Prato Principal

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

SER APENAS HUMANO

Carlos Drummond de Andrade

Os ombros suportam o mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

SAUDADE






" se você plantar saudade ,escalde bem a semente ,
escolha um lugar bem seco onde o sol seja bem quente...
porque se plantar no molhada ela cresce e mata a gente..."

FALÉSIAS

 LAGOA AZEDA









quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O RÁDIO EM NOSSA VIDA


Não é peça de museu eu fotografei em casa.

Hoje vou falar de nostalgia, aquela saudade gostosa que sentimos quando até com uma certa felicidade, lembramos o tempo que passou.
Voltei para os braços de minha  numerosa família, estou em Maceió e ontem nos ocorreu uma situação surreal, faltou energia elétrica, melhor houve um blackout.
Nada funcionava, primeiro as laternas de emergência estavam descarregadas, só tínhamos a luz das velas.
A Internet mesmo sem fio, todos os outros recursos  que nos vendem com sinal de rádio, esses bem mais modernos integrados aos aparelhos de celular e blackberry, também não funcionavam.

Lembramos então do nosso Rádio  à pilha, e que ainda funciona!!
E foi através dele que ficamos sabendo que houve uma explosão numa sub estação e que a falta de energia era geral, o tempo para reestabelecimento era de no mínimo cinquenta minutos. Assim foi, mas não demorou muito para faltar novamente e só reestabelecer umas três horas depois. Então relaxamos e fomos aproveitar uma noite sem energia elétrica, como nos tempos do rádio literalmente. Não faltou nostalgia.
Apesar dos avanços da tecnologia dos meios de comunicação, quem de nós não teve seu dia de nostalgia, quando o celular parou de funcionar e a agenda não estava salva; Você viaja e esquece de levar o carregador not book, ou não leva um adaptador universal para o celular; Sai para um passeio se depara com cenas inusitadas e a máquina fotográfica descarrega. e etc...

Sabem o motivo de tanta nostalgia? - Sou de outra geração, lembro perfeitamente que  pelo rádio ouvi a notícia de que o homem pisou na lua; Que o então Pesidênte Juscelino Kubitschek inaugurou Brasília; Que  assisti a copa do mundo de 70 no México, ainda pelo rádio; Que antes do toca fitas, todos paravam para assistir a Hora do Brasil, um boletim diário sobre o que acontece no Congresso Nacional;
Foi o rádio amador um dos meus primeiros instrumentos de comunicação no trabalho;  Também sinto falta da liberdade de viajar de férias e só ter dinheiro para uma ligação rápida avisando que cheguei bem, e da época em que sentava diante, ou dentro do cenário para tentar descrever de forma reduzidíssima o sentimento enorme de descobrimento e liberdade através do cartão postal.

E por fim lembrar que aprendi dançar com meu avô Zu ao som do rádio, nas muitas tardes em que passava em sua companhia nas férias..
Vovô era um pé de valsa e me ensinou tudo que sei dançar hoje. Viajando no tempo agora, entendo que ele só sintonizava o rádio em outra estação que não noticiário, quando encontrava uma boa música e não resistindo muitas vezes dançava sozinho, ou melhor na companhia do seu inseparável rádio.
Minha felicidade hoje é que esse mesmo rádio resistiu ao tempo e ao mesmo tempo me levou de volta no tempo. Depois das velas acessas rezamos um terço, saimos para comtemplar um verdadeiro céu de estrelas e ali sentadas paramos de falar para ouvir o verdadeiro silêncio, apenas ao som do rádio como antigamente!



terça-feira, 2 de agosto de 2011

COMENTÁRIOS



SOCORRO!


É COM INDIGNAÇÃO QUE COMUNICO O FATO DE NÃO ESTAR CONSEGUINDO FAZER COMENTÁRIOS EM OUTROS BLOG'S, NEM MESMO COMO ANÔNIMO!!

MINHAS DESCULPAS, GOSTARIA QUE SOUBESSEM QUE CONTINUO VISITANDO VOCÊS.

AMOR ANTIGO





 
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.


( Carlos Drummond de Andrade )



CARANGUEJOS


MARIA FARINHA


Momento raro! Pose para foto


Essa outra já mais preocupada!


Cava esse buraco em fração de segundos e some


AS MARIAS FARINHA SÃO A DIVERSÃO DAS CRIANÇAS NA PRAIA, CURIOSAS ELAS SE APROXIMAM,  QUANDO VOCÊ APENAS OLHA CORREM NUMA VELOCIDADE INCRÍVEL, E BASTA DE APROXIMAR PARA QUE SE ESCONDAM EM BURACOS CAVADOS NA HORA. FEITO INCRÍVEL.