Nesta rua ainda criança, aprendi brincando, dividindo, esperando, perdendo ou ganhando. Foi nela que aprende brincar de pega, de bicho, batatinha frita: um, dois, três, de esconde esconde, casamento oculto, passa anel, de pêra, uva, maçã, de berlinda, curri-curri, pinga-fogo, mandraque,foi onde jogue pedras, brinquei de machado corta, escravo de jó, pinica rainha, joguei ludo e pega vareta.
Joguei volei, queimado, chimbra, lixado, pulei academia (Jogo de Amarelinha), pulei corda, elástico.
Fiz maloqueiragem, tomei banho de chuva, subi em árvore e roubei fruta, peguei tanajura, tive minha casinha de boneca, briguei, apanhei, não bati e chorei, corri e cheguei, fugi e voltei porque ali eu era feliz, através daquelas travessuras eu cresci. Só um pouco, mas com as brincadeiras de infância muito aprendi.
Foi ali que meu primeiro bilhete de amor eu recebi, fui ao encontro e apenas na mão eu peguei , prendi a respiração de tanta emoção,dei meu primeiro beijo e guardei pra sempre no coração.
Mas ao mesmo tempo eles faziam tudo que tivesse ao seu alcance para nos manter em casa. Sendo ele com austeridade e mamãe com psicologia, os amigos e primos viviam lá em casa, participavam até dos castigos. Em solidariedade eu acho, mas diziam que era por respeito a papai.
Mamãe fazia roupa para as bonecas, lia livros ilustrados, fazia lanches deliciosos e aconchegantes.
Papai era mais contido, mesmo assim pedia ao relojoeiro para guardar os vidros arranhados que trocava dos relógios que depois de colados escudos serviam para formar times de futebol de botão, ele comprou um quadro verde, mandou Napoleão fazer dois cavaletes e ali desenhamos e pintamos um campo de futebol, ele fez a assinatura da revista Placar e nela vinham os escudos dos times. Fez um campeonato que tinha até tabela dos jogos, feita pelos meninos com sua ajuda. - Quando os meninos cresceram um pouco mais ele os levava ao campo de futebol aos domingos. Papai sempre incentivou o esporte.
Para nós meninas ele fez assinatura da revista Nosso Amiguinho, era semanal eu acho, só lembro que ficávamos esperando o carteiro, era uma delícia abrir a revista nova, eu gostava até do cheiro, nela tinha palavra cruzada, jogo dos sete erros, caça palavras, um pouco de história geral, poesias...
Depois vieram os gibis, Galego da banca trocava se não estivesse amarrotado ou íamos trocando com os amigos até ler todos. E foi assim também com as revistas.
Meu pai adorava futebol. Na copa do Mundo de 1970 no México, ainda assistimos aos jogos pelo rádio mas a casa ficava cheia. Ele sempre ao pé do rádio se informando de tudo que acontecia no País.
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BRINCADEIRAS ANTIGAS |
Joguei volei, queimado, chimbra, lixado, pulei academia (Jogo de Amarelinha), pulei corda, elástico.
Fiz maloqueiragem, tomei banho de chuva, subi em árvore e roubei fruta, peguei tanajura, tive minha casinha de boneca, briguei, apanhei, não bati e chorei, corri e cheguei, fugi e voltei porque ali eu era feliz, através daquelas travessuras eu cresci. Só um pouco, mas com as brincadeiras de infância muito aprendi.
Foi ali que meu primeiro bilhete de amor eu recebi, fui ao encontro e apenas na mão eu peguei , prendi a respiração de tanta emoção,dei meu primeiro beijo e guardei pra sempre no coração.
Mas tarde aprendi andar de bicicleta e dirigir, tirar o carro escondido da garagem sair empurrando e depois fazer pegando no tranco ladeira abaixo eu dessa aventura nunca esquecerei.
Na esquina embaixo do poste e da janela do quarto deles, fizemos muitas serenatas em noites de lua cheia, apesar de cansado e precisando dormir papai permitia, também ficávamos até tarde sentados nessa mesma calçada com nossos amigos em noites sem energia. Debaixo dos olhos dele tudo podia.
Tínhamos que dormir às 09:00 hs quando o último trem passava. Uma vez o trem atrasou e foi um desastre: Ficamos 30 dias de castigo. Aliás, tudo era motivo de castigo, desde passar o dia sentado, ficar três meses sem sair e até um ano sem ir ao cinema!
Já mamãe dava palmadas na bunda quando o banho virava bagunça e uns bons puxões de orelha quando desobedeciamos ou não fazíamos a lição. Além de esfolar nossos pescoços com bucha para tirar o grude.Mas ao mesmo tempo eles faziam tudo que tivesse ao seu alcance para nos manter em casa. Sendo ele com austeridade e mamãe com psicologia, os amigos e primos viviam lá em casa, participavam até dos castigos. Em solidariedade eu acho, mas diziam que era por respeito a papai.
Mamãe fazia roupa para as bonecas, lia livros ilustrados, fazia lanches deliciosos e aconchegantes.
Papai era mais contido, mesmo assim pedia ao relojoeiro para guardar os vidros arranhados que trocava dos relógios que depois de colados escudos serviam para formar times de futebol de botão, ele comprou um quadro verde, mandou Napoleão fazer dois cavaletes e ali desenhamos e pintamos um campo de futebol, ele fez a assinatura da revista Placar e nela vinham os escudos dos times. Fez um campeonato que tinha até tabela dos jogos, feita pelos meninos com sua ajuda. - Quando os meninos cresceram um pouco mais ele os levava ao campo de futebol aos domingos. Papai sempre incentivou o esporte.
Para nós meninas ele fez assinatura da revista Nosso Amiguinho, era semanal eu acho, só lembro que ficávamos esperando o carteiro, era uma delícia abrir a revista nova, eu gostava até do cheiro, nela tinha palavra cruzada, jogo dos sete erros, caça palavras, um pouco de história geral, poesias...
Depois vieram os gibis, Galego da banca trocava se não estivesse amarrotado ou íamos trocando com os amigos até ler todos. E foi assim também com as revistas.
Meu pai adorava futebol. Na copa do Mundo de 1970 no México, ainda assistimos aos jogos pelo rádio mas a casa ficava cheia. Ele sempre ao pé do rádio se informando de tudo que acontecia no País.
Sabem que até hoje tenho uma ligação com o rádio, adoro estar no carro e ouvir a hora do Brasil, acho que me remete à infância!
Hoje pouco danço, coisa que falo com nostálgia. Minha alegria era explicitas nas festas e bailes.