sexta-feira, 26 de agosto de 2016

CLUBE DO CROCHE DAS AVÓS

Imagem meramente ilustrativa.


Tem tempo que não escrevo aqui, mas hoje não posso deixar de dividir com vocês a emoção que senti quando vi este paninho de mesa. Gente!!! Fiquei emocionada.
Aprendi fazer crochê com minha avó Noemi. Ela morava em Garanhuns/PE antes do aquecimento global e a Cidade tinha um clima bem ameno pelo dia e sempre esfriava à noite, por ser situada no Agreste, portanto as pessoas usavam mais casacos, xales, ponchos em crochê.
Naquela época não era diferente, as pessoas que se conhecem e fazem crochê vivem querendo o gráfico ou motivo... da peça que gosta. Com elas era literalmente o Clube de crochê das avós.
Vovó tinha uma toalhinha de mesa lateral com estes cisnes, não era igual.
Lembro de como ela gostava de desafios e deste em especial, claro, eu era uma criança de uns 9 anos de idade. Ela terminou a peça, colocou goma e passou á ferro, depois nós enchemos os cisnes com algodão para que ficassem de pé. Incrível como isso me  transporta agora 
à casa dela agora. O cheiro de eucalipto, das comidinhas deliciosas, o barulho da panela de pressão, o apito da chaleira, o tocar da campanhía da porta e do telefone. Novidade para mim, em minha casa ainda não tinha.
Era uma correria na casa dela pela manhã fazendo o almoço, regando as das plantas e: Fazendo pudim de pão, biscoito de nata, sequilho, sonhos, filhoses, geleias e tudo mais que só Vó faz e divide com netas,  mas à tarde era sagrado ela sentava no sofá e fazia crochê, todos os dias.
Eu sentadinha no tapete iniciando meus primeiros pontos, ela fazendo coisas complicadíssimas ao meu ver, mas de olho em mim dizia: Você errou este ponto, crochê é matemática, se não contar tem que desmanchar, você esqueceu de tomar linha...
Hoje sou eu quem faz, claro que na expressão da palavra. Mas estou sempre fazendo porque as encomendas são muitas e uma coisa aprendi com ela, cumprir prazo.


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