terça-feira, 15 de janeiro de 2013

VERÃO E AMOR

Por do sol em Maceió/AL
 
 
 
 
Verão - seus olhos abertos e diamantes.
Tudo era quente em suas tardes eternizadas,
Nada, nada morria naquela terra enxuta.
O ocaso espetacular e despercebido!
E às seis horas da tarde fazia meio dia.
Se pelo menos fosse vermelho à vista
Como era nela intrinsecamente. Calor!
Mas era um calor de luz sem cor, e parada
Mar de Pajuçara, em sua hora mais crepuscular.
Era quase noite e estava ainda muito claro.
 
 
 
Verão largo: praia, mar e coqueiros ao vento.
Saudade? Nenhuma. Sal nenhum.
Só uma doçura pesada: como a da casca da fruta,
Água, só mergulhando no interior com ternura doce.
Ah, e a falta de sede. Calor com sede séria suportável.
 Amor, era a farpa na parte coração dos pés.
Pendurados, sem balançarem à ausência de vento.
Verão, à sentir quando com pesada angustia. O Sol.
E nada era quente naquele fim de tarde eternizada.
 
 
 
 
 


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